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Showrunner · o sistema da casa, aberto por dentro

O Showrunner não está à venda.

Construído para uso próprio, nos projetos do Doug. Está aberto aqui para você ver, etapa por etapa, como a Darv constrói um sistema. O seu nasce do mesmo método, não desta cópia.

O Showrunner é um framework artístico de vídeo com IA. Framework, aqui, é um conjunto de agentes, regras e arquivos que todo projeto segue do mesmo jeito.

O problema

O rosto muda no terceiro plano.

Quem já trabalhou com IA conhece a cena. A personagem do primeiro plano não é a mesma do terceiro. O carro ganha outra roda. A imagem boa some numa pasta de downloads. O prompt que funcionou é reescrito de memória no dia seguinte.

Prompt melhor não resolve. Resolve ter um responsável pela continuidade e uma ficha de cada personagem colada, palavra por palavra, em todo prompt em que ela aparece. O Showrunner foi construído em volta dessa regra.

O pipeline

Sete etapas, cada uma com uma porta.

Entre uma etapa e outra existe um gate, um ponto de checagem que só abre quando o trabalho está completo. Se reprova, volta. Depois de três voltas, o Showrunner decide.

  1. S0 · Showrunner

    No máximo três perguntas. Classifica o projeto, cria a pasta e propõe o plano numa tela: rota, recursos, modelos, riscos.

    G0 · o plano precisa de aprovação humana
  2. S1 · Director's Cut

    Conceito, arco em três atos, lista de planos com um teste de direção para cada um, bíblia visual e desenho de som.

    G1 · conferência de completude
  3. S2 · Continuity Supervisor

    Primeiro a locação, num mapa desenhado por código, sem custo. Depois uma imagem limpa do cenário por posição de câmera. Por fim o personagem, em três camadas: rosto, figurino, objeto na mão.

    G2
  4. S3 · Cinema Engineering

    Cada plano vira um prompt-mestre, traduzido para o formato de cada modelo.

    G3 · revisão do prompt antes de gerar. Bloqueia
  5. S4 · Geração

    Ordem fixa: cenários, conferência, personagens, conferência, figuração, stills. Por último o vídeo, que parte do still aprovado como primeiro quadro. Tudo vai para o log.

    Registro obrigatório
  6. S5 · QA Realism Control

    Auditoria de 64 pontos com nota e gravidade. Aprova com nota 85 ou mais e nenhum defeito crítico. Se reprova, volta para onde o erro nasceu: técnica para S3, continuidade para S2, narrativa para S1.

    G4
  7. S6 · Showrunner

    Monta o pacote final aprovado e fecha o projeto.

    G5

Still: imagem parada que serve de base para o plano de vídeo.

Plate: o cenário vazio, usado como fundo fixo.

Prompt: o texto que o modelo de IA lê para gerar a imagem ou o vídeo.

Modos que o sistema já tem

  • Várias cenas com personagem, produto e locação travados do primeiro ao último plano, em 16:9 e 9:16.
  • Vertical em volume: o elenco é criado uma vez e reaproveitado.
  • Efeito sobre imagem real: troca de objeto ou material, criatura, luz nova, com o quadro original preservado.
  • Curtas estilizados, em anime ou massinha, com narrativa contínua.
  • Canal sem rosto no YouTube, com thumb, título e SEO.
  • Entrada livre: roteiro, ideia solta, link de referência, storyboard ou tomadas já geradas. O sistema diagnostica e escolhe a rota.
  • Biblioteca de personagens reaproveitáveis entre projetos.
Wrangler

O board onde a mídia não se perde.

Cada projeto do Showrunner gera um board, a lista de tudo que precisa ser gerado, com o status de cada item. O Wrangler mostra esse board na tela. Para cada card, traz o prompt pronto para copiar e as referências numeradas na ordem em que o modelo precisa recebê-las. Um clique abre a pasta com os arquivos.

O Wrangler não gera nada. Ele lê o board e organiza o que chega. Roda no próprio computador, sem dependências externas.

Topo do board da Geely EX2: título, contador de gerados e legenda de statusBoard da Geely EX2 no Wrangler, parte 1 de 5
O topo do board. 28 de 30 gerados. Verde pode seguir, amarelo aguarda você, vermelho pare aqui. As primeiras âncoras: três personagens, o carro, a cabine e o mapa da cabine, gerado por código. Todas aprovadas.
Board da Geely EX2 no Wrangler, parte 2 de 5
Os plates, o cenário sem ninguém. Cada card traz as referências numeradas na ordem de envio, o prompt técnico de câmera, lente e luz, as versões geradas e o checklist: sem pessoas e sem carro, geografia batendo com o mapa, luz vindo do lado certo, nenhum texto legível.
Board da Geely EX2 no Wrangler, parte 3 de 5
Uma pessoa por vez. Cada elo herda o quadro aprovado do anterior e acrescenta uma identidade. O checklist do carro conta os recortes da roda. O das pessoas confere identidade, figurino e mãos.
Board da Geely EX2 no Wrangler, parte 4 de 5
Versão nova não apaga a antiga. A v2 aprovada fica em cima, a v1 continua no card.
Board da Geely EX2 no Wrangler, parte 5 de 5
O fim do board. Duas imagens ainda pendentes. O packshot pede zero texto gerado: o lettering entra na pós.

Isso aqui é o processo, não o produto.

Flex

O mesmo método, outro motor.

O Showrunner nasceu no Claude Code. O ShowrunnerFlex reescreve o mesmo método para rodar no Codex. Motor é o assistente de IA que lê as regras e faz o trabalho.

Showrunner + WranglerShowrunnerFlex + WranglerFlex
MotorClaude Code e outras CLIs de agenteCodex como caminho principal. Claude como adaptador opcional
Papéis5 agentes6 papéis fixos
EstadoArquivo de estado atualizado pelos agentesUm programa próprio cuida das transições. Ninguém escreve o estado à mão, e todo artefato gravado fica imutável
Antes de começarLê as regrasConfere se o adaptador do motor está alinhado com as regras antes de ler qualquer contexto
PainelWranglerWranglerFlex, com porta, pasta e código próprios

No Flex, a criação fica com os papéis e o controle fica com o programa. O processo não depende de o modelo lembrar das regras.

Estado: em teste · os adaptadores ainda não passaram pela validação automatizada
O que o sistema tornou possível

Treze tomadas. O elenco travado antes da primeira.

Geely EX2 · spec ad para estudo, sem vínculo com a marca

▶ Assistir no YouTube ↗

O Showrunner rodou no modo de spec ads. O plano: um filme de 40 segundos e três cortes de 15, todos do mesmo material, sem gerar nada a mais. Formato 2.39:1 dentro do 16:9, com versão nativa em 9:16.

  1. Entrada. Roteiro e storyboard de 13 quadros chegaram prontos, então a etapa de direção foi pulada.

  2. Continuidade. Fichas de três personagens fictícios em três vistas, ficha técnica do carro (a segunda versão corrigiu a roda), ficha da cabine em quatro vistas e um mapa da cabine desenhado por código. Mais 39 referências reais de carro e locação.

  3. Board. O Wrangler recebeu o board: âncoras, cenários e as 13 tomadas.

  4. Prompts. Os stills inserem uma pessoa por vez sobre o cenário aprovado, nunca todas juntas. Uma revisão trocou 63 negações por instruções afirmativas.

  5. Geração. Canal travado no manual. O Doug gerou cada imagem e cada tomada a partir do Wrangler. Stills com Nano Banana Pro, vídeo com Kling 3.0. Nenhum agente gerou nada, e nenhum crédito foi gasto sem ele.

  6. Marca. Logo e lettering nunca foram gerados por IA. Entram só na pós.

13tomadas
28stills aprovados
31tomadas de vídeo geradas
Encomenda

O que passa daqui para o seu.

O Showrunner fica aqui. O que vai para a sua encomenda são as regras dele: documento em cada fase, gate que trava a seguinte, estado salvo em arquivo, nenhum crédito gasto sem OK. Em cima delas, o sistema é desenhado para o jeito que o seu time trabalha.

O D da Darv, com a 4ª peça no lugar

Conte o que o seu sistema precisa resolver.

Mande duas linhas: como o seu time trabalha hoje, onde perde tempo, o que se repete. Quem responde é quem constrói.

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